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Vinhos na Copa do Mundo 2014 – Austrália

Vinhos na Copa do Mundo 2014 – Austrália

A Austrália na Copa do Mundo e dos Vinhos

 

Nosso passeio hoje é pela Oceania, continente localizado ao sul do Pacífico, onde encontraremos outra nação participante da Copa do Mundo e da Copa dos Vinhos. Vamos conhecer suas estratégias e sua posição mundial na produção e elaboração de vinhos de qualidade.

AUSTRÁLIA NO MAPA MUNDI
Fonte:  http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/87/LocationAustralia.png/500px-LocationAustralia.png

MAPA AUSTRÁLIA
Fonte:  http://geebeeworld.com/wp-content/uploads/Australia-Map.gif

BANDEIRA AUSTRALIANA
Fonte:  http://www.embaixadorstb.com.br/wp-content/uploads/2012/03/bandeira-da-australia.jpg

BRASÃO DE ARMAS
Fonte:  http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/78/Australian_Coat_of_Arms.png/300px-Australian_Coat_of_Arms.png

Austrália em Dados
Nome Oficial: Comunidade da Austrália [Commonwealth of Australia]
Localização: Hemisfério Sul
Continente: Oceania
População: 22,6 milhões
PIB: 1,5 trilhões
Economia: Indústria e turismo
Clima: Temperado, tropical, subtropical, árido tropical e semiárido
Vegetação: Floresta tropical, floresta temperada, estepe e deserto
Número de vitórias em Copas do Mundo: Nenhuma
Participação em Copas do Mundo: 3 vezes

A Austrália e seu futebol

A Seleção Australiana de Futebol (ou Socceroos) é a seleção que representa a Austrália nas competições internacionais.
É dirigida pela Federação Australiana de Futebol (que até 2005 era chamada de Associação Australiana de Futebol), a organização responsável pelo esporte na Austrália.
Uma particularidade de seu uniforme refere-se exatamente à combinação de cores usada no mesmo: embora a bandeira do país tenha as cores Azul, Vermelha e Branca, a seleção usa tonalidades de verde e amarelo.
Isso porque, ao contrário de muitos selecionados nacionais, que baseiam suas cores na bandeira, a seleção Australiana usa como base as cores de uma planta típica do país, a acácia, que tem folhas verdes e flores amarelas.
Classificou-se para as Copas do Mundo de 1974, 2006 e 2010, e em sete Olimpíadas.
A seleção australiana aplicou a maior goleada de que já se teve notícia no futebol internacional: uma vitória por 31 a 0 contra a Seleção da Samoa Americana. O time fazia parte da Oceania até 2006. Hoje na Confederação Asiática de Futebol, o time alcançou um feito sonhado por muitos colaboradores da Federação Australiana de Futebol: se classificou para uma Copa do Mundo pela primeira vez sem a necessidade de enfrentar a repescagem.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_Australiana_de_Futebol

SELEÇÃO AUSTRALIANA DE FUTEBOL
Fonte:  http://carolinamartins.files.wordpress.com/2010/06/australia-squad-world-cup-2010_2389115.jpg

A Austrália e seus Vinhos

Agora que conhecemos um pouco do futebol australiano, vamos passear pelas regiões vinícolas deste país continental.

Austrália é reconhecida pela elaboração de vinhos de ótima qualidade
Com cerca de 2 000 produtores, o país é reconhecido pela ousadia de seus enólogos na elaboração de rótulos de ótima qualidade e preços cada vez mais inflados
28.mai.2010 | Atualizada em 7.dez.2010 por Arnaldo Lorençato

Entre as fronteiras vinícolas do chamado Novo Mundo — como são tratados os países fora do continente europeu —, a Austrália dispõe de uma constelação de cerca de 2 000 produtores distribuídos por seu território. Uma parcela deles teve um tremendo avanço de qualidade e passou a fazer rótulos premium invejáveis a partir da década de 80.
“O país deu esse salto porque é vanguarda”, diz Jorge Carrara, crítico da ‘Folha de S.Paulo’. “Os enólogos quebram paradigmas e ousam na elaboração da bebida.” Para o especialista, foram fundamentais o investimento em tecnologia, as escolas de enologia e as pesquisas de solo e clima. Além do prestígio alcançado internacionalmente, a Austrália aprimorou uma variedade para chamar de sua: a shiraz, derivada da syrah francesa, virou símbolo de seus tintos. Essa uva conta com a mesma dimensão da malbec para a Argentina e da carmenère para o Chile.

Os brancos australianos, feitos de chardonnay, riesling ou sémillon, também alcançaram respeito pelas características singulares.
Por anos consecutivos, porém, o país se ocupou em fabricar bebida sem muita expressão. Em outra frente, copiava os tintos fortificados da região do Porto e alguns exemplares de sobremesa, preparados para atender às exportações destinadas à Inglaterra. Os vinhos finos de mesa começaram a chamar atenção por volta de 1925, ano em que Maurice O’Shea desenvolveu o Mount Pleasant, a partir de vinhedos do Hunter Valley. Embora tenha sido uma evolução significativa, esse ainda era um passo tímido. O modelo que nortearia o sucesso só surgiria quase três décadas mais tarde, quando o enólogo Max Schubert criou o Grange Hermitage para a Penfolds, no Barossa Valley.

MAPA DOS VINHOS
Fonte:  http://62.75.222.79/Portals/0/mapas_vinho/australia.png

Na volta de uma viagem de aperfeiçoamento profissional à França, Schubert encontrou inspiração para conceber esse rótulo de alta gama. Na composição da bebida, longeva e de aroma e paladar complexos, ele usou a shiraz, cujas videiras foram importadas da região francesa do Rio Rhône. Schubert arriscou ao deixar de lado a cabernet sauvignon, uva de Bordeaux mais aceita pelos apreciadores. Ao chegarem às lojas, os primeiros lotes da safra 1951 receberam duras críticas, mas seu autor permaneceu refratário a elas. O reconhecimento veio nos anos 60. Desde então, o Grange, que recentemente perdeu o aposto Hermitage no nome, consagrou-se um ícone inigualável entre os vinhos australianos.

Embora mítico, o Grange tem hoje a seu lado outros australianos de renome. Tão significativo e tão desejado pelos enófilos, por exemplo, é o Hill of Grace, que deve chegar a São Paulo em outubro pela importadora KMM. “Se fizéssemos um paralelo entre o Grange e um francês, ele seria um bordeaux, só que mais potente”, explica Marcelo Copello, colunista da revista Gosto. “O Hill of Grace tem um refinamento comparável ao dos borgonhas.” Além desses dois tintos, outros oito rótulos, selecionados nesta reportagem e disponíveis no Brasil, ajudam a entender como a Austrália, cheia de irreverência, chegou ao pódio ao lado dos grandes produtores do planeta.

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/australia-vinhos

MAPA DOS VINHOS SHIRAZ
Fonte:  http://www.vinrare.com/images/fwi/specialOffering/australianShirazWineRegionsOfSouthAustralia.gif

POSIÇÃO DA AUSTRÁLIA NO RANQUE MUNDIAL DE PRODUÇÃO DE VINHOS FINOS

Austrália, que é o quarto maior exportador mundial, envia vinho para mais de uma centena de países, tem mais de 6 dezenas de regiões vinícolas e as vinhas australianas ocupam cerca de 160.000 hectares, em todo o país.
Números impressionantes de uma nação que soube aliar a tradição na plantação e manutenção das vinhas com formas de produção avançadas utilizando a mais recente e moderna tecnologia. Atualmente 98 por cento da produção ocorre no Sudeste australiano (Nova Gales do Sul, Vitória e Austrália do Sul) e tirando partido da riqueza e diversidade ao nível dos solos e do clima, os vinhos australianos são conhecidos pelo seu equilíbrio, riqueza, complexidade e diversidade de sabores.
As principais castas australianas são: Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Shiraz principalmente e numa segunda linha – Merlot, Pinoir Noir (uvas tintas) e Sémillion e Sauvignon Blanc (uvas brancas).

A casta Chardonnay é das mais bem sucedidas em todo o mundo e também na Austrália tem um papel de destaque, sendo a casta de vinhos brancos com maior implementação no país. A casta Chardonnay de referência é plantada, por exemplo, em Margaret River ou Langhorn Creek, mas está espalhado um pouco por todo o país. Chardonnay é normalmente alvo de misturas por duas razões: quando as vinícolas pretendem fazer um espumante branco distinto e aí é misturado com Pinot Noir ou quando os produtores pretendem enriquecer o Chardonnay de uma região com o Chardonnay de outras regiões e assim criam um Chardonnay rico, cheio de sabores e aromas. O vinho Chardonnay é normalmente amadurecido em barris de carvalho e tende a apresentar sabores a cítricos e pêssego nas regiões mais frias e a de melão maduro nas regiões mais quentes.

A variedade de uvas brancas Sémillion também tem grande aceitação nos campos australianos, porque possibilita a produção de vinhos muito ricos e intensos ao nível de sabores e aromas, mas também porque é uma casta que se mistura bem com as mais conhecidas castas francesas de vinho branco – Chardonnay e Sauvignon Blanc. O Sauvignon Blanc coaduna-se melhor com climas mais fresco como é o caso de Tasmânia e Vitória e sozinho ou misturado com Sémillion resulta num vinho refrescante bastante adequado para refeições leves e sobremesas.

No campo das uvas tintas – domina em termos de números de hectares plantados, a casta Shiraz, ou Syrah como também é conhecida, foi introduzida em 1832 na Austrália por James Busby. Mas só nos últimos 30 anos teve grande aceitação quer na Austrália,quer em todo o mundo. O vinho Shiraz (ou Hermitage) por norma é um vinho tinto encorpado, de cor muito escura, aromático, com sabor de especiarias, pimenta preta e, na Austrália do Sul, também com forte presença de chocolate – mas é apenas um padrão, pois o Shiraz tem mutações ao nível do sabor e de outras características conforme o clima/zona da Austrália e técnicas de produção utilizadas.

É a casta mais plantada na Austrália e extremamente lucrativa. Os vinhos Shiraz “Penfolds” e “Tyller´s Wines” detêm grande popularidade. Também a sensível casta Merlot, tem uma quota importante de plantação e o caráter suave, frutado, leve com forte sabor de bagas e é fortemente apreciado pelos australianos. O Pinot Noir com as suas características de cor clara, pouco encorpado e eminentemente frutado permite “casar” bem com a casta Chardonnay na feitura dos reputados e elegantes vinhos espumantes australianos embora por si só, um vinho tinto seco Pinot Noir seja sempre um vinho atraente para um bom apreciador de vinhos.

Fonte: http://www.vinho.org/vinhos-do-mundo/vinho-do-pacifico/vinho-da-australia/

PENFOLDS WINE
Fonte:  http://www.cellarit.com.au/wine-blog/wp-content/uploads/2011/06/Penfolds-Grange-2006.jpg

Vimos que, em termos de futebol, a Austrália não oferece grandes perigos ao Brasil, porque não possui aquela forte tradição com esse esporte. No entanto, o mesmo já não acontece com os vinhos, sendo um dos países mais fortes do mundo na elaboração, produção e comercialização de vinhos de qualidade. A Austrália tem todo o potencial para marcar muitos gols nessa Copa dos Vinhos e estar mesmo entre os favoritos.
Na próxima edição, vamos conhecer um pouco dos nossos adversários no Continente Asiático e saber como o vinho é elaborado, produzido e consumido naquele continente.

Até lá!

 

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