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Vinho tinto pode nos proteger contra o câncer de pulmão (principalmente se for inalado)

Vinho tinto pode nos proteger contra o câncer de pulmão (principalmente se for inalado)

As propriedades preventivas do composto químico resveratrol, encontrado na pele e nas sementes da uva, já tinham sido mostradas benéficas para o trato digestivo. Agora, uma equipe de cientistas suíços descobriu que o componente presente no vinho tinto pode ter fortes poderes no combate ao câncer de pulmão se for inalado.

Um estudo recente, realizado por cientistas da Universidade de Genebra e publicado nos Scientific Reports, revelou resultados muito positivos no uso de resveratrol inalado para combater o câncer de pulmão em cobaias.

“Observamos uma diminuição de 45% na carga tumoral por cobaia nos ratinhos tratados. Desenvolveram menos tumores e de menor tamanho que os ratos não tratados”, explica o pesquisador Muriel Cuendet, em comunicado. “O resveratrol poderia, portanto, desempenhar um papel preventivo contra o câncer de pulmão.”

Ao que parece, inalar esse composto químico, presente na pele e nas sementes da uva, parece ser a chave para a prevenção do câncer do pulmão. Quando ingerido, o resveratrol é eliminado em poucos minutos, e, assim, incapaz de atingir os pulmões.

“Nosso maior desafio foi encontrar uma formulação na qual o resveratrol pudesse ser concentrado em solução, em grandes quantidades, mesmo que fosse pouco solúvel em água, a fim de permitir a administração nasal“, disse o pesquisador Aymeric Monteillier.

Depois da experiência, a equipe concluiu que a concentração de resveratrol nos pulmões após a inalação foi 22 vezes maior do que quando administrada por via oral.

Em um futuro próximo, a equipe de cientistas da Universidade de Genebra irá se concentrar em encontrar um biomarcador capaz de ajudar a identificar pessoas elegíveis para um tratamento preventivo com resveratrol.

Como é uma molécula bem conhecida e que pode ser facilmente encontrada em suplementos alimentares, nenhum outro estudo toxicológico seria necessário antes da comercialização, afirmaram.

“Infelizmente, a descoberta é de pouco interesse econômico para os grupos farmacêuticos. A molécula é, de fato, simples e não patenteável”, disse Cuendet.

 

Fonte: Ciberia

 

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