História da Garrafa do Vinho – parte 1/3!

História da Garrafa do Vinho – parte 1/3!

 

Na Antiguidade, o vinho era conservado e transportado em grandes jarros chamados “ânforas”.

O tamanho e a forma dessas ânforas variavam consideravelmente, mas essas possuíam duas alças e um gargalo bastante fino com o objetivo de serem facilmente tampadas. Em sua maioria, as ânforas possuíam um fundo que terminava em forma de ponta, exceto no sul da França onde as ânforas tinham um fundo liso.

Uma vez cheias, as ânforas ficavam muito pesadas, tornando difícil o despejar do líquido: o fundo em forma de ponta tinha a função de terceira alça o que ajudava bastante a despejar o líquido.

 

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Para tapar o gargalo das ânforas, usava-se uma tampa de barro cozido ou uma rolha de cortiça.

Ainda que frequentemente não identificadas, as ânforas eram marcadas com o nome do proprietário ou do atelier onde as tampas eram fabricadas.

As ânforas eram enterradas no solo para conservar seu conteúdo fresco e também prolongar a duração da conservação.

 

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Foram os romanos que inventaram a técnica do vidro soprado e os primeiros a fabricar garrafas de vidro, das quais algumas eram utilizadas para colocar vinho.

Até o final do século XVII, a produção de garrafas de vidro era custosa e rara; para servir o vinho usava-se de preferência recipientes de couro ou estanho e outros recipientes feitos para a cerveja.

Somente no século XVIII, com a invenção dos fornos a carvão antes que as garrafas de vidro ganhassem uma dimensão comercial graças aos ingleses.

Os ingleses compravam seu vinho do continente, o qual era transportado em grandes toneis (cuja origem remonta à Gália do século III).

Para melhor escorrer a mercadoria no mercado interno, Os mercadores de Londres tiveram a ideia de colocar o vinho em garrafas, que eram mais fáceis para vender do que os toneis.

Os ingleses não tardaram a perceber que os vinhos se conservavam melhor em garrafas do que em toneis.

Graças a seu domínio do forno a carvão, os ingleses aprenderam a fabricar vidros mais resistentes e garrafas mais espessas, que logo demonstraram sua superioridade para transportar e estocar o vinho.

Foi somente no final do século XVIII que, na França, o vinho e o vidro inglês se tornaram companheiros inseparáveis, primeiramente em Champagne e depois nas outras regiões.

 

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Em seu princípio, a garrafa de vidro se parecia mais a uma esfera achatada, para assegurar um bom assentamento, com um gargalo relativamente longo para uma boa pegada da mão.

Com o passar dos tempos, a forma das garrafas evoluiu e tornou-se mais cilíndrica porque ficava mais cômoda para o transporte e para o estoque.

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